quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

ANFITRIÃO... segundo os gregos‏

Na mitologia grega, Anfitrião era marido de Alcmena, a mãe de Hércules. Enquanto Anfitrião estava na guerra de Tebas, Zeus tomou a sua forma para deitar-se com Alcmena, e Hermes tomou a forma do seu escravo, Sósia, para ficar de guarda no portão. Com a gravidez de Alcmena, uma grande confusão foi criada, pois, evidentemente, Anfitrião duvidou da fidelidade da esposa.
No fim, tudo foi esclarecido por Zeus e Anfitrião ficou contente por ser marido de uma mulher escolhida do Deus. Daquela noite de amor nasceu o semideus Hércules.
A partir daí, o termo Anfitrião passou a ter o sentido de "Aquele que recebe em casa".
Portanto, ANFITRIÃO é sinônimo de CORNO MANSO e FELIZ!
RESUMINDO: QUANDO DISSEREM QUE VOCÊ É UM BOM ANFITRIÃO FIQUE DE ORELHA EM PÉ.
NS

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Abertura de luxo com empate amargo

Começou a mais importante competição do futebol africano. Pela primeira vez um pais lusófono teve a honra de organizar a CAN. Gala de abertura de grande nível como raramente se viu em África. O continente africano têm razões de estar orgulhoso. Angola de parabéns.
O jogo de abertura também não defraudou as expectativas. Angola e Mali deram o pontapé de saída. E milhões de espectadores tiveram o prémio de assistir a um inacreditável e pouco habitual resulltado de 4-4. Oito golos num só jogo é sempre sinónimo de alegria, espectáculo e emoção. E dramatismo também.
JOGADOR
Este primeiro jogo da CAN mostrou-nos uma série de bons jogadores que merecem destaque de quadro de honra. Sobretudo Gilberto, Flávio e Djalma por Angola e o barcelonês Keita, o homem da reviravolta, o sevilhano Kanouté, o melhor golo do encontro, e o madrileno Diarra, o líder da equipa.
Mas a minha figura é MABINÀ (21). Este lateral direito angolano foi a principal arma de sucesso da equipa na construção do resultado histórico. Com as constantes acções ofensivas, Mabiná conseguiu confundir por completo a estratégia defensiva dos malianos. Um dos principais trunfos de Manuel José. Os preciosos centros para os dois primeiros golos angolanos foram decisivos. Mas não nos podemos esquecer um rol de boas jogadas que galvanizaram a equipa. Deu sempre muita profundidade ao jogo angolano. Revelou igualmente uma excelente técnica individual.
by NORTON DE MATOS

Adeus Togo, olá anjinhos!

A comitiva do Togo optou por rumar a casa, depois dos trágicos acontecimentos que afetaram o grupo ainda antes do arranque da Taça das Nações Africanas 2010. Muitos dirão que venceu o terrorismo, que logrou afetar de forma cruel mais um grande evento desportivo. É uma ideia ajustada, contudo, por mais forte que o espírito humano seja, depois de verem camaradas perecer às balas inimigas, nada mais havia a fazer. O incrível terror pelo qual passaram jogadores, técnicos, dirigentes e restantes membros do staff togolês, não permitiu mais e todos temos de respeitar esta decisão.
Agora que a poeira vai assentar, é importante para todos os grandes lideres do futebol mundial pensar que em breve as atenções estarão centradas no Mundial da África do Sul. O continente negro vai organizar o grande certame e é sabido que em termos de infraestruturas, segurança e mesmo cultura desportiva, este é um terreno fértil para este tipo de acontecimentos. A FIFA arriscou muito e poderá lamentar das decisões tomadas, faz parte da aprendizagem de todos os que andam nesta Terra, mas convém que vidas inocentes não se percam pelo caminho...
PS - Angola foi humilhada em casa e depois de estar a vencer por 4-0, deixou-se empatar. Manuel José, timoneiro dos Palancas Negras, chamou os pupilos de "anjinhos". O treinador português é um homem forte e, apesar do mau início, terá a arte e o engenho de puxar as orelhas aos atletas, faze-los meditar sobre o que falhou e ainda mostrar muito nesta competição. Acredito que ainda podem ser diabos vigorosos!
by JOÃO SEIXAS

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Êxito econômico do Dubai esconde sistema de trabalho forçado

Frustrado com suas dificuldades de comunicação verbal, um dos trabalhadores indianos que relatou as suas experiências no Dubai a frente da unidade 32 do acampamento de expatriados de Sonapur, escreveu:
"Dubai Mall, maior centro comercial do mundo. Ao lado de Burj Dubai, o edifício mais alto do mundo... 468".
Ele não se referia aos metros já construídos do enorme arranha-céu de Dubai (já são 640), mas sim ao salário de um operário da construção: 468 dirhams, o equivalente a 90 euros por mês, sem incluir horas extras.
Um operário da empresa emirado-britânica Dutco Balfour Beatty, que administra a obra do Dubai Mall diz que o vale alimentação é no valor de 75 dirhams (14 euros).
Para os operários isso deve durar o mês todo!", disse, revelando que desconhece o outro Dubai, o de David Beckham e Posh Spice, e o suntuoso hotel Burj Al Arab, onde um robalo ao champanhe custa 360 dirhams.
As megatendências da economia mundial convergiram em Sonapur, um conjunto imenso de barracões no deserto, a 30 KM do centro do Dubai onde cerca de 150 mil trabalhadores da Índia, Paquistão e Bangladesh se acomodam em dormitórios colectivos. O barril de petróleo a 130 dólares transformou Dubai e Abu Dhabi em pólos da construção, gerando emprego para cerca de 700 mil imigrantes. Mas a desvalorização do dólar - e do dirham, que oscila de acordo com a moeda americana - reduziu em 10% ou mais as remessas enviadas aos seus familiares. O encarecimento dos alimentos básicos dizima o seu poder aquisitivo.
Em Sonapur - que significa cidade do ouro em hindu, mas que estava parcialmente inundada por um charco pestilento de esgoto durante a nossa visita -, o golpe econômico triplo se soma às marcas peculiares do feudalismo pós-moderno dos Emirados. Marcas que negam o direito de formar um sindicato, de fazer greve ou de mudar de empresa. "Quero sair da companhia, mas eles têm o meu passaporte", disse Rajashwar, de 39 anos, eletricista de Madras.
Ao assinar um contrato de trabalho, o imigrante quase sempre entrega o seu passaporte à empresa e não pode recuperá-lo até que termine o contrato, em geral depois de dois anos.
Muitos trabalhadores endividados para pagar sua passagem e documentação - e que chegam a dever até 3 mil dólares para traficantes - são, além disso, vítimas das empresas que com freqüência atrasam os pagamentos. Ilhados nos acampamentos, sem transporte público, os trabalhadores só vêem as duas metrópoles do petrodólar do alto dos andaimes.
"Os táxis não param aqui", diz Yooosaf, paquistanês que é funcionário de armazém, cuja unidade está inundada. Indianos, paquistaneses e bengalis constituem quase 50% da população dos Emirados. É uma situação desoladora. Mas na Índia e no Paquistão suas famílias têm problemas piores.
O Banco Asiático de Desenvolvimento calcula que a cada aumento de 10% no preço dos alimentos básicos - sobretudo do arroz - agrega sete ou oito milhões aos 30 milhões de pobres do Paquistão. Por isso, os trabalhadores mandam o restante dos salários às suas famílias, tirando o que gastam com comida e transporte. Os paradoxos se multiplicam em Sonapur.
O motivo da imigração é a crise rural na Índia, resultante do aumento dos preços dos pesticidas que dispararam com a subida do petróleo. Essa crise causou uma epidemia de suicídios de camponeses (que ingerem pesticidas para se matar). O suicídio se transferiu para acampamentos como Sonapur. O consulado indiano crê que a cada quatro dias um imigrante se suicide.
O êxito da petroeconomia dos Emirados esconde do mundo um sistema de trabalho "com características de escravidão", diz Nick McGeehan, da ONG Mafiwasta, especializada em abusos aos trabalhadores nos Emirados. Multinacionais respeitáveis que operam no Dubai são responsáveis por esses abusos. Cada vez há mais protestos. No ano passado, um grupo de trabalhadores fechou a ponte de acesso a Dubai por duas horas. Em março, cerca de 1,5 mil trabalhadores atearam fogo ao autocarro da construtora norte-americana Drake & Skulle e 2,5 mil trabalhadores que construíam a torre Burj Dubai fizeram greve.
Outros consideram deixar o país se as autoridades permitirem. Uma saída em massa de imigrantes criaria problemas para os Emirados. O governo anunciou reformas que permitiriam alguns direitos sindicais. Mas McGeehan diz que "há um abismo gigantesco entre a retórica e a realidade". A esse ponto, as construtoras ocidentais que lucram bastante no Golfo já se acostumaram ao modelo Dubai. Elas registram aumentos fabulosos de benefícios: Balfour Beatty teve lucros de 48% em 2007; a matriz da Drake and Scull Emcor, 186%.
Ante à perspectiva de uma nova lei que proíbe que os operários trabalhem nas horas de sol forte - a mais de 50 graus -, a companhia européia Jan de Nul, que participa do megaprojecto da Saadiyat Island em Abu Dhabi (com os arquitectos Frank Gehry, Jean Nouvel ou Norman Foster), pediu uma isenção "para terminar a obra de acordo com o cronograma, para o bem do turismo e de Abu Dhabi".
by Andy Robinson
Tradução: Eloise De Vylder

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

The popcorn effect

Hoje numa conversa com uns amigos a hora do almoço fiquei familiarizado com um termo novo... O efeito pipoca nas mulheres...
Para muitos é um fenómeno engraçado, para outros uma tristeza muito grande...

Eu explico,

Na generalidade a fase de maturidade do ego feminino é muito curta isso por causa do efeito pipoca causado pelo desleixo ou desinteresse pelo jogo de sedução... Então em Àfrica, a pipoca parece ser ainda mais sensível ao calor....

NS

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Rock n Rolla

“Nunão o Tarantino perdeu, Rock n Rolla is the shit...” Foi essa (taxativamente) a mensagem que recebi de um amigo como resposta da minha recomendação de forma imperativa sobre Rock n Rolla...

O filme vai de encontro ao gosto daqueles que têm a esperança de “Please, give me something different” , daqueles que têm ainda esperança de ver algo que lhes deixe com vontade de rever, daqueles com esperança de ver algo bem planeado, executado e inteligente quando o Tarantino está de férias.

Rock n Rolla oferece-nos isso tudo. Guy Ritchie está no seu melhor, juntando assim mafiosos e criminosos numa perfeição rara...

Rock n Rola é suave e sarcástico, aborda a especulação imobiliária e procura mostrar a nova face da máfia entre as mudanças globais... O filme mistura sexo, drogas, rock e máfia... Os actores tem um desempenho acima da média superando em muito a minha espectativa, os diálogos e todos os aspectos técnicos estão impecáveis, a banda sonora fica-nos nos ouvidos... O filme exige a nossa atenção ao máximo, todos os assuntos são cativantes... O humor inglês é um acrêscimo de tudo de bom que se vê em Rock n Rola...

Sinopse:

O chefia da nova máfia russa de Londres organiza uma grande transação ilegal, envolvendo milhões de libras esterlinas e atraindo todos os criminosos do submundo local. De um perigoso Barão do crime a uma contabilista sensual, de um político corrupto a pequenos e ambiciosos ladrões, não há criminoso em Londres que não faça os seus planos para usufruir do negócio. Inicia-se assim uma grande confusão, na qual representantes da velha e da nova escola do crime entram em confronto directo.

Um filme do caraças, acreditem...

By NS

I'm so tired

I'm so tired, I haven't slept a wink
I'm so tired, my mind is on the blink
I wonder should I get up and fix myself a drink
No,no,no.

I'm so tired I don't know what to do
I'm so tired my mind is set on you
I wonder should I call you but I know what you would do

You'd say I'm putting you on
But it's no joke, it's doing me harm
You know I can't sleep, I can't stop my brain
You know it's three weeks, I'm going insane
You know I'd give you everything I've got
for a little peace of mind

I'm so tired, I'm feeling so upset
Although I'm so tired I'll have another cigarette
And curse Sir Walter Raleigh
He was such a stupid get.

You'd say I'm putting you on
But it's no joke, it's doing me harm
You know I can't sleep, I can't stop my brain
You know it's three weeks, I'm going insane
You know I'd give you everything I've got
for a little peace of mind
I'd give you everything I've got for a little peace of mind
I'd give you everything I've got for a little peace of mind
(mumbling)

by Beatles