quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Obesidade Mental

Foi em 2001 que o prof. Andrew Oitke publicou o seu polémico livro Mental Obesity, que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.

Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito de obesidade mental para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna. «Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»

Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.

Os cozinheiros desta magna fast food intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»

O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma "alimentação intelectual" tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»

Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado Os Abutres, afirma: «O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»

O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante. «Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»

Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura. «O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandela é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.»

As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras. «Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.

Não se trata de uma decadência, uma "idade das trevas" ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo, mais que de reformas, desenvolvimento, progressos, precisa sobretudo e urgentemente de dieta mental.»

sábado, 6 de novembro de 2010

Existe o “Yes man”. Todos sabem

O May be man - Mia Couto

quem é e o mal que causa. Mas existe o May be man. E poucos sabem quem é. Menos ainda sabem o impacto desta espécie na vida nacional. Apresento aqui essa criatura que todos, no final, reconhecerão como familiar.
Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa
O May be man vive do “talvez”. Em português, dever-se-ia chamar de “talvezeiro”. Devia tomar decisões. Não toma. Simplesmente, toma indecisões. A decisão é um risco. E obriga a agir. Um “talvez” não tem implicação nenhuma, é um híbrido entre o nada e o vazio. A diferença entre o Yes man e o May be man não está apenas no “yes”. É que o “may be” é, ao mesmo tempo, um “may be not”.

Enquanto o Yes man aposta na bajulação de um chefe, o May be man não aposta em nada nem em ninguém. Enquanto o primeiro suja a língua numa bota, o outro engraxa tudo que seja bota superior. Sem chegar a ser chave para nada, o May be man ocupa lugares chave no Estado. Foi-lhe dito para ser do partido. Ele aceitou por conveniên­cia. Mas o May be man não é exactamente do partido no Poder. O seu partido é o Poder. Assim, ele veste e despe cores políticas conforme as marés. Porque o que ele é não vem da alma. Vem da aparência.

A mesma mão que hoje levanta uma bandeira, levantará outra amanhã. E venderá as duas bandeiras, depois de amanhã. Afinal, a sua ideolo­gia tem um só nome: o negócio. Como não tem muito para negociar, como já se vendeu terra e ar, ele vende-se a si mesmo. E vende-se em parcelas. Cada parcela chama-se “comissão”. Há quem lhe chame de “luvas”. Os mais pequenos chamam-lhe de “gasosa”. Vivemos uma na­ção muito gaseificada. Governar não é, como muitos pensam, tomar conta dos interesses de uma nação. Governar é, para o May be Man, uma oportunidade de negócios. De “business”, como convém hoje, dizer. Curiosamente, o “talvezeiro” é um veemente crítico da corrupção. Mas apenas, quando beneficia outros.

A que lhe cai no colo é legítima, patriótica e enqua­dra-se no combate contra a pobreza. Mas a corrupção, em Moçambique, tem uma dificuldade: o corrup­tor não sabe exactamente a quem subornar. Devia haver um manual, com organograma orientador. Ou como se diz em workshopês: os guidelines. Para evitar que o suborno seja improdutivo. Afinal, o May be man é mais cauteloso que o andar do camaleão: aguarda pela opi­nião do chefe, mais ainda pela opinião do chefe do chefe. Sem luz verde vinda dos céus, não há luz nem verde para ninguém. O May be man entendeu mal a máxima cristã de “amar o próximo”. Porque ele ama o seguinte.Isto é, ama o governo e o governante que vêm a seguir.

Na senda de comércio de oportunidades, ele já vendeu a mesma oportunidade ao sul-africano. Depois, vendeu-a ao portu­guês, ao indiano. E está agora a vender ao chinês, que ele imagina ser o “próximo”. É por isso que, para a lógica do “talvezeiro” é trágico que surjam decisões. Porque elas matam o terreno do eterno adiamento onde prospera o nosso indecidido personagem. O May be man descobriu uma área mais rentável que a especulação financeira: a área do não deixar fazer. Ou numa parábola mais recen­te: o não deixar. Há investimento à vista? Ele complica até deixar de haver. Há projecto no fundo do túnel? Ele escurece o final do túnel. Um pedido de uso de terra, ele argumenta que se perdeu a papelada. Numa palavra, o May be man actua como polícia de trânsito corrup­to: em nome da lei, assalta o cidadão.

Eis a sua filosofia: a melhor maneira de fazer política é estar fora da política. Melhor ainda: é ser político sem política nenhuma. Nessa fluidez se afirma a sua competência: ele e sai dos princípios, esquece o que disse ontem, rasga o juramento do passado. E a lei e o plano servem, quando confirmam os seus interesses. E os do chefe. E, à cau­tela, os do chefe do chefe. O May be man aprendeu a prudência de não dizer nada, não pensar nada e, sobretudo, não contrariar os poderosos. Agradar ao dirigen­te: esse é o principal currículo. Afinal, o May be man não tem ideia sobre nada: ele pensa com a cabeça do chefe, fala por via do discurso do chefe. E assim o nosso amigo se acha apto para tudo. Podem no­meá-lo para qualquer área: agricultura, pescas, exército, saúde. Ele está à vontade em tudo, com esse conforto que apenas a ignorância absoluta pode conferir.

Apresentei, sem necessidade o May be man. Porque todos já sabíamos quem era. O nosso Estado está cheio deles, do topo à base. Podíamos falar de uma elevada densidade humana. Na realidade, porém, essa densidade não existe. Porque dentro do May be man não há ninguém. O que significa que estamos pagando salários a fantasmas. Uma for­tuna bem real paga mensalmente a fantasmas. Nenhum país, mesmo rico, deitaria assim tanto dinheiro para o vazio. O May be Man é utilíssimo no país do talvez e na economia do faz-de- conta. Para um país a sério não serve.

As top10 Melhores Universidades do Mundo‏

A publicação britânica "The Times Higher Education Supplement", consideradaa mais prestigiada internacionalmente, publicou na última sexta feira oranking completo das 200 melhores universidades do mundo. Abaixo descrevem apenas as universidades do Top 10:
10) ÉCOLE POLYTECHNIQUEPalaiseau (França) 1794. Os cerca de 400 franceses e 100 estrangeiros queingressam anualmente na Escola Politécnica passam os primeiros oito mesesde curso fazendo serviços comunitários ou militares. Só depois disso é queos alunos entram em contacto com as especialidades da casa, a maioriacursos na área de exatas: engenharia, física, matemática, ciência dacomputação, economia e química. Curiosidade: Para entrar, tem que suar, emuito, encarando dois anos de cursinho depois do ensino médio. Mas vale apena: segundo estatísticas e pesquisas, um recém-formado da ÉcolePolytechnique ganha, em média, 8 mil dólares de salário.
9) PRINCETONPrinceton (Estados Unidos) 1746. É a universidade que mais investe nosalunos. Em 2008, foram 1,8 milhões de dólares por estudante! Essadinheirama vem acompanhada de um código de honra draconiano: durante asprovas e/ou exames não fica nenhum professor vigiando. Cada estudanteassina um contrato onde se compromete a não copiar. Quebrou o contrato éexpulso sem dó nem piedade. Um estudante expulso de Princeton não é aceitoem nenhuma outra universidade nos Estados Unidos. Conclusão: Ninguém copia.Curiosidade: Um dos professores é o matemático e ganhador do Prêmio NobelJohn Nash, biografado no filme Uma Mente Brilhante. Entre os ex-alunos,destaque para os ex-presidentes americanos James Madison, Woodrow Wilson eJohn F. Kennedy.
8) CALTECHPasadena (Estados Unidos) 1891. É a caçula entre as melhores universidadesdo mundo. Tem 'apenas' 118 anos. Centro de excelência em ciências naturaise engenharia, o California Institute of Technology coleciona 32 PrêmiosNobel. É o melhor índice per capita de Nobéis do mundo: a cada 800 alunos eprofessores, um é agraciado com o prêmio. O mais famoso laureado é oquímico Linus Pauling, que recebeu o Nobel duas vezes - de química e dapaz. Curiosidade: Os estudos no Caltech são tão puxados que os alunosadoram a frase "Estudar, Dormir ou Socializar: escolha dois". Pouca gentese forma em apenas quatro anos.
7) YALENew Haven (Estados Unidos) 1701. É o lar dos três últimos presidentesamericanos: Bush Pai, Bill Clinton e Baby Bush. Apesar disso, Yale é umaóptima universidade. Os 11 mil alunos dispõem de 11 milhões de livros nasáreas de exatas, humanas e biológicas. Nos campos acadêmico e desportivo,rola uma rivalidade com a universidade de Harvard. O engraçado é que osfundadores de Yale foram alunos de Harvard... Curiosidade: O grito deguerra de Yale é obra do ex-aluno Cole Porter, um dos maiores compositoresamericanos.
6) UC BERKELEYBerkeley (Estados Unidos) 1868. Avanços científicos como a descoberta doplutônio e o desenvolvimento de tecnologias para a internet brotaram nocampus da Universidade da California, na cidade de Berkeley. Poderosa emfísica, química e ciências biológicas, a instituição forma todo ano 5 500bacharéis, 2 mil mestres e 900 doutores. Curiosidade: 35 das 36 graduaçõesestão entre as dez mais de suas áreas. E, no doutorado, Berkeley é a únicaescola com todos os cursos no Top 5 de seus campos de acção nos EUA.
5) STANFORDStanford (Estados Unidos) 1891. Fera nas áreas de engenharia e tecnologia,Stanford serviu de berçário para grandes empresas de informática, como HP,Yahoo! e Google. Quer dizer que lá só tem nerd? Nada disso: o programaatlético da universidade é o melhor dos Estados Unidos. Curiosidade: SeStanford fosse um país, ficaria com a sétima posição no quadro de medalhasda Olimpíada de 1996. E nos Jogos de Atenas, em 2004, os alunos faturaram17 medalhas.
4) OXFORDOxford (Inglaterra) 1167. Você leu certo: Oxford foi fundada há 842 anos!Pela mais antiga universidade de língua inglesa do mundo já passaram quatroreis da Inglaterra, 25 primeiros-ministros ingleses e até um papa. Ainstituição é super-hiper-megatradicional. Tanto que uma de suasfaculdades, o St. Hilda's College, até hoje só aceita matrículas demulheres! O ano acadêmico em Oxford é dividido em três períodos de oitosemanas. Fazendo as contas, são 24 semanas de aula e 28 semanas de férias.Mas não se engane, o ritmo das aulas é puxadíssimo e a universidadeliteralmente "arranca o seu couro".
3) CAMBRIDGECambridge (Inglaterra) 1209. Nenhuma universidade no mundo supera os 81Prêmios Nobel ligados à Cambridge. Ícones da ciência como Isaac Newton,Charles Darwin e Stephen Hawking já passaram por lá como alunos ouprofessores. Em homenagem à sua excelência educacional, Cambridge virounome da cidade que abriga a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos -os pioneiros de Harvard foram ex-alunos de Cambridge. Curiosidade: Osinteressados em ingressar nas duas grandes universidades britânicas sãotantos que ninguém pode se inscrever para Oxford e Cambridge no mesmo ano.
2) MITCambridge (Estados Unidos) 1861. Investindo pesado na pesquisa emcomputação e microelectrónica, o Massachusetts Institute of Technologyfaturou 14 Prêmios Nobel só nos últimos cinco anos. Desde a Segunda Guerra,o MIT encabeça vários projectos de segurança nacional. A grande ironia éque o instituto é também considerado o berço da cultura hacker...Curiosidade: O rendimento somado de todas as empresas fundadas pelo MIT eseus ex-alunos equivale à 24ª economia mais forte do mundo!
1) HARVARDCambridge (Estados Unidos) 1636. A melhor universidade do mundo é também amais antiga dos Estados Unidos. Além de coleccionar 75 Prêmios Nobel emanter a terceira maior biblioteca do mundo - a primeira entre asuniversidades, com mais de 15 milhões de livros - Harvard tem o maiororçamento para pesquisa e ensino. Em 2005, mais de 57 bilhões de dólaresengordaram os cofres da instituição. Entrar lá não é fácil. De todos osalunos inscritos para a admissão em 2009, apenas 9,1% foram selecionados.Curiosidade: as filmagens de Love Story, na década de 1960, foram asúltimas permitidas no campus. Filmes como Legalmente Loira, A Firma e GênioIndomável são ambientados em Harvard só de mentirinha.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

best sentences of José Mourinho

Para o ano somos campeões de certeza absoluta.

...

Em condições normais somos muito melhores e em condições normais vamos ser campeões… Em condições anormais também vamos ser campeões.

We have top players and, sorry if I’m arrogant, we have a top manager.

[...]

Please don’t call me arrogant, but I’m European champion and I think I’m a special one.

[...]

Anyone can be clever, the trick is not to think the other guy is stupid.

….

If you have at home one Bentley and one Aston Martin, if you go all day everyday in the Bentley and leave the Aston Martin in the garage you are a bit stupid.

(Uma analogia entre um Bentley e um Aston Martin para defender a rotatividade do plantel. Fantástico!)

….

Ricardo Carvalho seems to have problems understanding things, maybe he should have an IQ test, or go to a mental hospital or something

….

Sometimes you see beautiful people with no brains.

Sometimes you have ugly people who are intelligent, like scientists.

….

If I wanted to have an easy job… I would have stayed at Porto – beautiful blue chair, the UEFA Champions League trophy, God, and after God, me.

There are only two ways for me to leave Chelsea.

One way is in June 2010 when I finish my contract and if the club doesn’t give me a new one. It is the end of my contract and I am out.

The second way is for Chelsea to sack me.

Pressure?

What pressure?

Pressure is poor people in the world trying to feed their families. Working from dawn till dusk just to feed their young. There is no pressure in football.

...

Everybody wants Chelsea to lose a game. When they do they should declare a public holiday.

Young players are a little bit like melons.

Only when you open and taste the melon are you 100 percent sure that the melon is good.

Sometimes you have beautiful melons but they don’t taste very good and some other melons are a bit ugly and when you open them, the taste is fantastic.

….

It is omelettes and eggs. No eggs – no omelettes!

It depends on the quality of the eggs. In the supermarket you have class one, two or class three eggs and some are more expensive than others and some give you better omelettes. So when the class one eggs are in Waitrose and you cannot go there, you have a problem.

"No início, pensei em contratar Lampard e Ricardo Carvalho. Nunca pensei que Eto'o, Sneijder e Lúcio estivessem no mercado"

"Quando o Kaká chegou a Madrid, percebi que aquele pequeno génio que me encanta [Sneijder] estava disponível. Quando o Ibrahimovic me disse que queria ir para o Barcelona, soube que o Eto'o tinha deixado de ser uma miragem. E foi assim, dispensa após dispensa, conseguimos fazer algo extraordinário".

"Ibrahimovic não é um jogador perfeito para a cultura do Barcelona. Eto'o, Milito e Sneijder encaixam-se perfeitamente na cultura do Inter"

"O Inter é uma família e o Eto'o sente-se bem aqui. A ambição dele era continuar a ganhar e prometi-lhe que numa equipa comigo ele continuaria a ganhar"

"Não sou discípulo de Van Gaal. Ele só me conhece como assistente. Essa é a diferença"

...

"Sou uma pessoa de colectivo, que não se preocupa com o êxito individual. Os jogadores que conseguem entender que o colectivo é mais importante, estão muito bem comigo porque ficamos todos felizes no final"

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"O Real Madrid é um clube que faz com que um jogador ou treinador novo se sinta pequeno quando chega. Se Beckham, Figo, Kaká ou Ronaldo compararem a sua história com a do Real, sentem-se pequenos"

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Estádio da Cidadela (A espera dos Kassav)




Marido Rico

Saiu numa edição do Financial Times (maior jornal sobre economia do mundo).

Uma jovem mulher escreveu um e-mail para o jornal pedindo dicas sobre "Como arranjar um marido rico".

Contudo, mais inacreditável que o "pedido" da rapariga, foi a resposta do editor do jornal que, muito inspirado, respondeu à mensagem, de forma muito bem fundamentada.

Sensacional!!
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E-mail da rapariga:

"Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos.

Sou bem articulada e tenho classe. Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste jornal, ou alguma mulher casada com alguém que ganhe isso e que possa me dar algumas dicas?

Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso. E 250 mil por ano não vão me fazer morar em Central Park West.

Conheço uma mulher (da minha aula de ioga) que casou com um banqueiro e vive em Tribeca! E ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente.

Então, o que ela fez que eu não fiz? Qual a estratégia correta? Como eu chego ao nível dela?

(Raphaella S.)"

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Resposta do editor do jornal:

"Li sua consulta com grande interesse, pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação.

Primeiramente, eu ganho mais de 500 mil por ano. Portanto, não estou tomando o seu tempo a toa...

Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: Visto da perspectiva de um homem como eu (que tenho os requisitos que você procura), o que você oferece é simplesmente um péssimo negócio.

Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples, proposta clara, sem entrelinhas : Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro.

Mas tem um problema. Com toda certeza, com o tempo a sua beleza vai diminuir e um dia acabar, ao contrário do meu dinheiro que, com o tempo, continuará aumentando.

Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação e eu sou um ativo rendendo dividendos. E você não somente sofre depreciação, mas sofre uma depreciação progressiva, ou seja, sempre aumenta!

Explicando, você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5 ou 10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano. E no futuro, quando você se comparar com uma foto de hoje, verá que virou um caco.

Isto é, hoje você está em 'alta', na época ideal de ser vendida, mas não de ser comprada.

Usando o linguajar de Wall Street , quem a tiver hoje deve mantê-la como 'trading position' (posição para comercializar) e não como 'buy and hold' (compre e retenha), que é para o quê você se oferece...

Portanto, ainda em termos comerciais, casar (que é um 'buy and hold') com você não é um bom negócio a médio/longo prazo! Mas alugá-la, sim! Assim, em termos sociais, um negócio razoável a se cogitar é namorar.

Cogitar...Mas, já cogitando, e para certificar-me do quão 'articulada, com classe e maravilhosamente linda' seja você, eu, na condição de provável futuro locatário dessa 'máquina', quero tão somente o que é de praxe: fazer um 'test drive' antes de fechar o negócio...podemos marcar?"

(Philip Stephens, associate editor of the Financial Times - USA)"

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Os Melhores Países do Mundo

A Finlândia foi considerada pela Newsweek o melhor país do mundo para se educar os filhos

As nações mais prósperas…

O objectivo deste estudo foi responder à pergunta: “Se você fosse nascer hoje, qual seria o país que ofereceria as melhores oportunidades para viver com saúde, segurança e prosperidade?” Ganhou a gelada Finlândia. Apesar do mau tempo e dos Invernos sem Sol, a Finlândia é um pequeno país onde a população tem o rendimento mais elevado e, sobretudo, o que oferece melhores oportunidades na educação. Os professores são obrigados a ter um mestrado e há um tutor para cada três alunos, que faz o acompanhamento dos estudos.

Suíça, Suécia, Austrália, Luxemburgo, Noruega, Canadá, Holanda, Japão e Dinamarca completam o top 10 dos melhores. Por categorias: Finlândia venceu na educação; Japão na saúde; Noruega na qualidade de vida; Singapura no dinamismo económico; e Suécia no ambiente político. Na África Subsariana o melhor foi o Botswana, seguido da África do Sul e do Gana. Na África do Norte destacaram-se a Tunísia, Marrocos e Egipto.

… e as menos apetecíveis

No ranking dos dez piores países do mundo a Guiné-Bissau é o menos mau, apesar de ter 50% de analfabetos. Segue-se o Burundi que além de ser um dos mais do mundo, debate-se com conflitos étnicos locais. O Chade é o oitavo dos piores. Sem acesso ao mar, a população vive da agricultura e pecuária. Em sétimo surge a “vizinha” República Democrática do Congo, com 60 milhões de habitantes. Depois vêm o Burkina Faso que possui a pior taxa de alfabetização do mundo (cerca de 80%) e o Mali, em que metade da população vive abaixo da linha de pobreza, com menos de 1 dólar por dia. Segue-se a República Centro-Africana com 4,5 milhões de habitantes, dos quais 540 mil são seropositivos. O terceiro é Serra Leoa que tem a maior taxa de mortalidade infantil do mundo (161 por mil). O Afeganistão é o segundo, fruto da interminável guerra civil. O pior do mundo é o Níger. A população de 11 milhões de habitantes, tem uma esperança de vida de 56 anos e uma taxa de alfabetização de 28%.

E não se fala nada de Angola? Será que está nas mais prósperas ou nas menos apetecíveis?